"Os funcionários prisionais fizeram o que devia ter sido feito, transportando [o empresário] da prisão para o centro de saúde e do centro de saúde para o hospital", disse o porta-voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, Armando Wilson.

Armando Wilson afirmou que a Justiça encerrou a investigação que estava a realizar às circunstâncias da morte de Andre Hanekon por não terem sido encontrados indícios de conduta criminosa por parte dos guardas prisionais.

Andre Hanekon morreu em 23 de janeiro no hospital em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, cinco dias após ser internado por sofrer de convulsões.

O empresário, que operava no transporte marítimo no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, foi detido por alegada ligação aos grupos armados que protagonizam ataques na província.

A família negou sempre essas acusações, defendendo que o empresário estaria a ser vítima de pessoas que pretendiam tirar-lhe o negócio.

Distritos recônditos da província de Cabo Delgado, no extremo nordeste do país, a 2.000 quilómetros da capital, têm sido alvo de ataques de grupos desconhecidos desde outubro de 2017.

De acordo com números oficiais, pelo menos 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram desde que a onda de violência começou.

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