“A implementação do acordo de paz deve ser mais inclusiva, para evitar que o país continue com mais focos de instabilidade”, afirmou o porta-voz da bancada do MDM na Assembleia da República, Fernando Bismarque.

Fernando Bismarque avançou que a implementação do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado há um ano entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, deve ter em conta a sensibilidade de outras correntes da sociedade.

Na quinta-feira, passou um ano após a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional entre o Presidente moçambicano e o líder da Renamo.

Ao abrigo do acordo, mais de 500 antigos guerrilheiros da Renamo – da meta de pouco mais de 5.000 – foram desmobilizados, no âmbito do DDR.

O entendimento é o terceiro entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo, desde a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) em 1992, que pôs termo a 16 anos de guerra civil à escala nacional.

Os dois acordos resultaram de confrontos entre as forças governamentais e a guerrilha da Renamo na sequência da contestação dos resultados eleitorais pelo principal partido da oposição.

Além da instabilidade no centro, Moçambique está a braços com ataques armados no norte do país, alguns dos quais reivindicados pelo Estado Islâmico (EI).

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