"As Maurícias apoiarão a implementação destes acordos de paz históricos e que abrem uma nova era no desenvolvimento sustentável do vosso grande país e irmão", disse hoje o primeiro-ministro de Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, citado num comunicado distribuído hoje à imprensa.

Pravind afirmou que o Acordo de Paz e Reconciliação, assinado entre o chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o presidente Renamo, Ossufo Momade, cria um clima propício para a confiança mútua e duradoura, pontos fundamentais para o diálogo, reconciliação e unidade entre os moçambicanos.

"Moçambique demonstrou a vontade indomável, capacidade e confiança do povo do nosso continente de resolver pacificamente os seus próprios desafios, incluindo os intratáveis", acrescentou o primeiro-ministro mauriciano.

Além das Maurícias, também a Global Leadership Foundation (GLF), através do seu vice-presidente, Chester Chrocker, felicitou hoje as partes pelo acordo, destacando a importância de um clima de paz para as eleições que se aproximam no país.

"[A paz] abre o caminho para eleições pacíficas e inclusivas em outubro do presente ano e espero que coloque o país no rumo para um futuro brilhante e próspero", declarou o vice-presidente da fundação.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado na terça-feira é o terceiro entendimento entre as duas partes, uma vez que, além do Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos, foi assinado em 05 de Setembro de 2014 o acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontos na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.

Após a assinatura do acordo de 2014, o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas voltaram a envolver-se em confrontos, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer os resultados das eleições gerais.

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