“Eu não estava (na base), mas os meus homens foram bombardeados”, precisou Mariano Nhongo, referindo-se a uma das incursões das FDS.

Outro guerrilheiro avançou à VOA que uma das suas bases na Gorongosa, não distante do rio Púnguè foi igualmente alvo de ataque.

“Houve ataque, mas ninguém (integrante da autoproclamada Junta Militar) sofreu” precisou.

A região tem sido palco do maior número de ataques a autocarros civis, tendo um carro patrulha da Polícia sido incendiado.

Mariano Nhongo, que lidera um grupo de guerrilheiros, dissidentes da ala militar da Renamo, oposição, disse ter deixado a principal base do grupo na Gorongosa mas que continua atento à sua perseguição.

“Eu vivo assim, como militar defendo-me” e “quem me segue, quando se aproxima disparo”, afiançou o antigo estratega militar do histórico líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

“A arma ameaça”, retorquiu Mariano Nhongo, quando questionado se sente-se ameaçado com a ordem do Presidente para que as FDS persigam grupos armados que atacam civis e militares na região centro do país desde o mês de Agosto.

Desde então foram noticiados pelo menos 12 mortos e vários feridos, incluindo agentes das Forças de Defesa e Segurança.

Nesta terça-feira, 26, duas pessoas ficaram feridas durante um novo ataque a um camião de carga na zona de Muda serração, no distrito de Gondola, Manica.

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