Pelo menos 130 pessoas da etnia fulani foram assassinadas no sábado no Mali por supostos membros de grupos de caçadores da etnia dogon, perto da fronteira, na localidade de Ogossagou, com o Burkina Faso, quando embaixadores dos países do Conselho de Segurança da ONU visitavam o Sahel, que está sob ameaça jihadista.

O Conselho de ministros aprova a dissolução desse grupo, que recusou essa solução proposta pelo Governo. O Governador Civil de Ouenkoro, uma cidade próxima, Sheick Harouna Sankaré, denunciou “um massacre de civis fulanis por caçadores típicos dogons“.

Há quatro anos, desde o aparecimento no centro do Mali do grupo jihadista do pregador Amadou Koufa, ligado à Al-Qaeda, e que recruta para suas fileiras membros da comunidade fulani, ocorrem confrontos entre esta comunidade, dedicada à criação de gado, e as etnias bambara e dogon, que praticam a agricultura.

Estes conflitos já fizeram mais de 500 mortos em 2018, segundo a ONU.

De notar ainda que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, “está escandalizado com […] 134 civis, incluindo mulheres e crianças, assassinadas“, afirmou um porta-voz.

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