O Presidente Peter Mutharika, do Partido Democrático Progressista (DPP, na sigla em inglês), tenta a reeleição para um segundo e último mandato de cinco anos, nas eleições desta terça-feira (21.05).

Em 2014, o irmão do falecido Presidente Bingu wa Mutharika derrotou Joyce Banda, que planeou concorrer novamente à Presidência este ano, mas retirou a sua candidatura em março passado. Agora, Mutharika enfrenta outro rival de 2014: o ex-pastor cristão Lazarus Chakwera, de 64 anos, que dirige o principal partido da oposição, o Partido do Congresso do Malawi (MCP).

A segunda maior ameaça de Mutharika é Saulos Chilima, de 46 anos, seu ex-vice-Presidente e um economista que ocupou importantes posições de chefia em várias empresas antes de entrar na política. Chilima concorre pelo Movimento de Transformação Unida (UTM) e espera-se que consiga obter muitos votos dos jovens.

Luta renhida

Augustine Magolowondo, pesquisador independente da fundação "Democracy Works Foundation", com sede em Johanesburgo, acredita que haverá uma luta renhida entre os três principais candidatos.

"Três partidos estão, mais ou menos, ao mesmo nível nas sondagens, o que torna as eleições muito imprevisíveis", comenta. "Enquanto o partido dominante DPP tem a vantagem de ter acesso a recursos e canais do setor público, a oposição também é forte: Chakwera conta com o apoio de uma coligação de partidos e Chilima atrai a geração jovem."

Uma sondagem prevê a vitória do Presidente Mutharika com 27% dos votos, enquanto Chakwera e Chilima deverão alcançar 24% e 16%, respetivamente. A eleição presidencial do Malawi é vencida por maioria simples, o que significa que o vencedor pode ganhar mesmo com menos de 30% dos votos.

Empregos e acusações

Os principais temas abordados pelos candidatos durante a campanha foram a criação de empregos, a luta contra corrupção e a necessidade de renovar o setor agrícola.

Antes das eleições, surgiram ainda acusações de manipulação. O Presidente Mutharika disse num comício que alguns políticos da oposição, incluindo Chilima, contrataram profissionais estrangeiros da Rússia e da Nigéria para os ajudar a falsificar as eleições. Em resposta, Chilima disse que o partido no poder estava a tentar fabricar o resultado e avisou que tais esquemas não teriam hipóteses de vingar.

A analista política Emily Mkamanga acredita que não há provas substanciais para as alegações do Presidente Mutharika, de que há estrangeiros no país a ajudar a oposição a vencer as eleições: "A única coisa que sei é que os russos vieram aqui apenas para entregar ajuda alimentar às pessoas afetadas pelas cheias. Mas falar sobre manipulação é uma coisa muito feia", diz Mkamanga.

por:content_author: Silja Fröhlich, ac

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