Segundo o diário Notícias de hoje, no domingo, Mutharika disse à imprensa, no seu país, que está em conversações com as autoridades moçambicanas e logo que tiver a autorização vai retomar o projeto de construção do porto, no rio Chire, centro do Maláui.

Em contrapartida, as autoridades moçambicanas distanciam-se desta questão depois de terem feito um estudo “aprofundado” sobre a viabilidade ambiental, que não recomenda a navegabilidade do rio Chire.

“Nós, a delegação moçambicana, fizemos entender que este não era mais um assunto para discutir e a questão foi retirada da agenda”, disse o chefe do Departamento de Cooperação Bilateral no Ministério dos Transportes e Comunicações, Horácio Parquinio, citado hoje pelo diário Notícias.

As águas do rio Chire são partilhadas entre Moçambique e Malauí.

O projeto do porto de Nsanje, que foi idealizado por Bingu wa Mutharika, falecido Presidente do Maláui e irmão do atual chefe de Estado malauiano, fracassou, depois de o Governo moçambicano ter exigido uma avaliação abrangente do impacto ambiental, antes de sua implementação.

No passado, o projeto do porto chegou a mergulhar os dois países numa crise diplomática, devido à tentativa do Maláui de navegar os rios Zambeze e Chire, em direção ao porto fluvial de Nsanje, sem a devida autorização das autoridades moçambicanas.

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