Na Malásia, país em confinamento e com fronteiras encerradas desde 18 de março, devido à pandemia de COVID-19, os imigrantes, que vivem frequentemente em situações de grande promiscuidade, têm sido alvo de prisões massivas, com focos de contaminação pela COVID-19 em pelo menos três centros de detenção de imigrantes, que estão superlotados.

O país prevê expulsar para os seus países de origem milhares de trabalhadores ilegais e para tal, pede a ajuda dos respectivos governos, sobretudo de países da Ásia do Sul.

Há cerca de um mês, cerca de 2.000 imigrantes foram detidos e  entre eles cerca de 400 foram declarados positivos à COVID-19.

A Malásia que tem sido considerada exemplar na sua gestão do combate à pandemia do novo coronavírus, com registo de apenas 115 mortes e 7.857 casos positivos, decidiu efectuar cerca de 4.000 testes no seio da população carceral imigrada.

Mas, pandemia ou não, após a realização destes testes e já a partir de 6 de junho, milhares de imigrantes serão expulsos para os seus países de origem.

Cerca de 4.800 cidadãos indonésios serão os primeiros expulsos, mas para tal terão de ter um teste negativo à COVID-19, segundo as autoridades indonésias, seguir-se-ão os imigrantes oriundos do Nepal e do Bangladesh, igualmente com a colaboração dos seus respectivos governos.

Os restantes países ainda não manifestaram as suas posições, mas a situação com a antiga Birmânia deverá ser mais complicada, na sequência da expulsão em meados de maio para Rangoon de 400 imigrantes, alegadamente para aliviar os centros de detenção superlotados, mas de regresso a Mianmar cinco dentre eles testaram positivo à COVID-19.

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