“Excelência, perante esta contundente vitória que lhe concedeu o povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo, forjada pelo seu nobre e incansável empenho em alcançar a estabilidade e a paz definitiva da sua pátria, quero desejar o maior sucesso para enfrentar os desafios que surgem neste novo período”, lê-se no documento, que cita Nicolás Maduro.

No documento, o chefe de Estado venezuelano acrescenta que “os laços históricos” entre os dois países “chama as duas nações para trabalharem juntas na promoção da soberania dos povos e o equilíbrio entre as nações”.

Maduro reitera ainda o “interesse de elevar o relacionamento entre Venezuela e Moçambique”, a fim de criar uma agenda abrangente de cooperação bilateral, no intuito de avançar na consolidação de um “mundo pluripolar e multicêntrico”.

Moçambique e Venezuela têm mostrado interesse em melhorar as relações diplomáticas, tendo em junho os dois países assinado um acordo que elimina vistos nos passaportes diplomáticos e de serviço e que permite que estudantes graduados em ambos os países passem a ser reconhecidos mutuamente.

Segundo a Presidência moçambicana, além do chefe de Estado da Venezuela, os presidentes da Tânzania, John Magufuli; do Egipto, Abdel Fatah al Sisi; ou da Nicarágua, Daniel Ortega Saavendra, também felicitaram o chefe de Estado moçambicano.

Os resultados eleitorais, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique em Maputo, deram larga vantagem à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, cujo candidato foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos.

Para o parlamento, a Frelimo conseguiu eleger 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, cabendo 60 (24%) à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e seis assentos (2,4%) ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM), anunciou a CNE.

A Renamo, principal força de oposição, contestou os resultados e apresentou na terça-feira um recurso junto do Conselho Constitucional (equivalente ao Tribunal Constitucional), apontando alegadas irregularidades no processo eleitoral. Também o MDM, terceira força política parlamentar, não aceita os resultados, alegando fraude generalizada, mas desistiu da queixa.

Várias missões de observação levantaram também dúvidas e preocupações acerca da votação. A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique manifestou “preocupação” com “algumas irregularidades”, justificando que por isso evitou descrever as eleições gerais como livres, justas e transparentes, no anúncio dos resultados que fez no passado domingo.

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