“Alguns usam o pretexto de falarem em nome do povo – mas qual povo, de onde? como? Não sendo mais do que porta-vozes de uma multidão odiosa, que ataca os eleitos, as forças da ordem, os jornalistas, os judeus, os estrangeiros, os homossexuais, são simplesmente a negação da França”, afirmou Emmanuel Macron numa alocução transmitida nos principais canais televisivos.

“Podemos fazer melhor e devemos fazer melhor”.

O movimento dos “coletes amarelos”, que protesta desde meados de Novembro contra a política social e fiscal, tem desestabilizado o executivo francês.

O chefe de Estado avaliou que “os resultados” das reformas promovidas desde o início de seu mandato “não podem ser imediatas” e que a “impaciência, que compartilha, não deve justificar a renúncia” a estas reformas.

Sem citar os “coletes amarelos”, Emmanuel Macron admitiu que “o grande sofrimento e a raiva vem de longe: raiva contra a injustiça, contra o curso da globalização as vezes incompreensível, raiva contra um sistema administrativo cada vez mais complexo e sem indulgência”.

A tensão social acentuada nas últimas semanas obrigou o executivo a reforçar o dispositivo de segurança com 148.000 membros das forças de ordem destacados pelo território francês.

As festividades decorreram sem incidentes. O movimento coletes amarelos não se resignam e voltaram a apelar para mais manifestações, a poucos dias do início do debate nacional.