"Queremos condenar este ato cobarde", referiu Pantie, à porta do Instituto do Coração, unidade de saúde de Maputo onde o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) está internado.

"Esperamos que as autoridades possam esclarecer o quanto mais rápido possível este baleamento", acrescentou, referindo que "o país não pode perdoar e permitir atos desta natureza".

Segundo informações prestadas por empresários naquela unidade de saúde, Agostinho Vuma está estabilizado e a responder de forma positiva aos cuidados médicos.

O presidente da CTA foi intercetado por dois indivíduos armados pelas 15:00 (locais) no edifício do seu escritório, na Avenida Josina Machel, junto à baixa de Maputo, disse Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em conferência de imprensa.

Vuma foi atingido com dois disparos que o deixaram ferido, sendo de imediato socorrido, referiu a fonte policial.

Os atiradores, não identificados, saíram do edifício e fugiram num automóvel estacionado nas imediações, segundo testemunhas no local.

O caso está a ser seguido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic).

O porta-voz do comando da PRM da cidade de Maputo disse ser prematuro adiantar eventuais motivos do crime, acrescentando que a polícia não tem registo formal de ameaças ao empresário.

Agostinho Vuma, 44 anos, foi eleito presidente da CTA em maio de 2017.

É membro fundador da Associação dos Empreiteiros da Cidade de Maputo onde foi presidente, e esteve depois na génese da Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME).

É também deputado da Frelimo na Assembleia da República de Moçambique, eleito desde 2015 pelo círculo eleitoral de Gaza, sul do país.

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