“A gesta pela liberdade do Povo Timorense foi feita de coragem, de tenacidade e de luta”, afirmou Eduardo Ferro Rodrigues, num discurso no Parlamento Nacional timorense, em Díli.

“Foi feita pelos que ficaram, nas igrejas, nas montanhas, no labor diário, e foi feita pelos que, na diáspora, nunca desistiram de erguer alto o nome de Timor e de pugnar pela causa timorense, quantas vezes desamparados e sempre com poucos meios”, disse.

Ferro Rodrigues falava no Parlamento Nacional timorense na sessão solene comemorativa do 20.º aniversário do referendo em que os timorenses escolheram a independência.

Evocando alguns dos nomes da luta, como Francisco Xavier do Amaral, José Ramos Horta, Ximenes Belo, Xanana Gusmão ou “tantos que se sacrificaram pela pátria timorense”, Ferro Rodrigues disse que Timor-Leste “contou sempre com o apoio indefetível de Portugal”.

“As nossas autoridades, a nossa sociedade civil, a nossa diplomacia, sempre se bateram pela sua liberdade, quantas vezes quase que como uma voz isolada”, disse, recordando nomes do Jorge Sampaio, António Guterres e Ana Gomes.

“Quando a hora da mudança chegou, todos trabalharam para que a nesga de liberdade se abrisse”, disse, referindo o “indispensável” apoio da ONU, na missão do referendo e nas seguintes.

Para o presidente da Assembleia da República, a luta deixou lições importantes, confirmando que vale a pena lutar pelo direito internacional, pela democracia e liberdade e por uma comunidade internacional “assente em normas”.

Fero Rodrigues disse que agora, com Timor-Leste independente e soberano, o país enfrente outros desafios, desde a educação ao desenvolvimento económico, da segurança alimentar ao emprego e o combate às alterações climáticas, entre outros.

Tarefas que exigem “estabilidade e união de esforços” tanto ao nível do poder político como do resto da sociedade, com o empenho continuado da comunidade internacional” e de Portugal.

O presidente da Assembleia da República representa o Estado português nas comemorações oficiais dos 20 anos do referendo em que os timorenses votaram a favor da independência do país.

As cerimónias oficiais continuam ao final da tarde de hoje no recinto de Tasi Tolo, na zona oeste da capital timorense.

Durante essas cerimónias o Colar da Ordem de Timor-Leste vai ser entregue a Ferro Rodrigues pelo Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lu-Olo.

Depois, no sábado de manhã, na Embaixada de Portugal em Díli, Ferro Rodrigues conferirá, em nome do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a Comenda da Ordem da Liberdade a três diplomatas das Nações Unidas: Ian Martin, Tamrat Samuel e Francesc Vendrell, em reconhecimento pelo seu papel na independência de Timor-Leste.

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