“Kiribati anunciou hoje que rompeu relações com Taiwan. Taiwan anuncia que também rompe os laços com Kiribati. Todos os projetos de cooperação vão acabar”, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Joseph Wu, em conferência de imprensa.

O novo golpe diplomático acontece dez dias antes da celebração, a 01 de outubro, do 70.º aniversário da República Popular da China, que levou os líderes da então República da China, depois de perderem a guerra civil, a refugiarem-se em Taiwan.

Ocorre também a pouco meses das próximas eleições presidenciais na ilha Formosa, previstas para janeiro de 2020.

A lista de países ainda ligados a Taipé diminuiu consideravelmente ao longo das décadas, caindo para 15 com a saída, nesta última semana, daqueles dois arquipelágos do Pacífico.

Na terça-feira, Pequim elogiou a decisão das autoridades das Ilhas Salomão, salientando que “reconhecer o princípio ‘uma só China'” e romper os laços diplomáticos com Taiwan é a confirmação “da irresistível tendência desta era”.

Do bloco lusófono, São Tomé e Príncipe foi o último país a romper relações diplomáticas com Taipé, em dezembro de 2016, quando passou a reconhecer a República Popular da China.

Desde 2000 que diversos países africanos, incluindo o Chade e o Senegal, que recebiam ajudas de Taiwan, romperam as suas relações com a ilha para beneficiar da cooperação chinesa.

Pequim tem exercido forte pressão internacional para isolar as autoridades de Taiwan, que considera parte integrante do seu território, e já ameaçou usar a força caso declare independência.

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