O general da Renamo, Mariano Nhongo, condicionou o acantonamento com a integração, primeiro, dos guerrilheiros, no exército, na Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e nos Serviços de Informação e Segurança de Estado (SISE).

“Se não rebentamos com a guerra porque somos pessoas que entendem”, disse Mariano Nhongo, à margem do conselho extraordinário da junta militar da Renamo, que decorre na Gorongosa, acrescentando que o grupo apenas quer “negociar bem com o Governo”.

O grupo denunciou a ausência de organizações acreditadas, como a Cruz Vermelha, para testemunhar a entrega de armas e o fim do conflito, considerando a situação um “abuso” para a democracia.

“É abuso o que está para ser feito no dia 21 (de agosto)”, disse Mariano Nhongo, referindo-se à previsão de entrega pelos peritos militares internacionais, envolvidos no desarmamento, do lote das armas recolhidas no processo do DDR ao governo moçambicano.

Entretanto, denunciou um plano de “Ossufo (Momade) e do Governo” de invasão das bases da Junta Militar da Renamo na Gorongosa.

A Junta Militar da Renamo encontra-se reunida desde sábado no conselho nacional extraordinário, à revelia da estrutura oficial do partido, para eleger o presidente do grupo e o presidente interino do grupo. No sábado o grupo elegeu o seu porta-voz.

O grupo, que disse estar estruturado com 11 unidades militares provinciais, conta agora com apoio de 500 guerrilheiros.

A reunião que junta mais de 80 guerrilheiros decorre próximo de uma nova base do grupo, numa mata do interior de Piro, nas encostas da serra da Gorongosa e termina na segunda-feira com o anúncio dos novos órgãos.

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