"Ao ritmo actual, será possível que todos os réus, declarantes e testemunhas sejam ouvidos até meados de Dezembro", disse à Lusa fonte que acompanha o caso no Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado.

O tribunal, prosseguiu, tem tentado ouvir em média dez arguidos, desde o início do julgamento, no dia 08 do mês passado, mas nem sempre é possível atingir esse número, devido à cumplicidade do caso.

Quase 200 arguidos estão a ser julgados pelo Tribunal Provincial de Cabo Delgado por homicídio qualificado, posse de armas proibidas, associação para delinquir contra a organização do Estado, instigação ou provocação à desobediência colectiva e perturbação da ordem e tranquilidade pública.

Os ataques no norte de Moçambique foram desencadeados há um ano por grupos recrutados em mesquitas que defendiam a imposição de leis islâmicas e os analistas ouvidos pela Lusa têm-se dividido entre os que dizem haver ligações a crime organizado e terrorismo ou outras razões.

Entre outras causas apontam uma revolta popular face à pobreza, antigas disputas de território entre etnias ou ainda manipulação política, visando destabilizar Moçambique, numa altura em que petrolíferas investem em gás natural, em Cabo Delgado.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.