"A ameaça obrigou o jornalista a refugiar-se em lugar até aqui desconhecido" e de onde estabeleceu contacto telefónico com o Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA, sigla inglesa), organização que denunciou a situação, em comunicado.

Aparício José de Nascimento, editor do semanário Malacha, publicado na vila de Moatize, província de Tete, começou a receber ameaças desde a madrugada de quinta-feira, depois de publicar na página Facebook do jornal os resultados de todas as mesas de votação na autarquia de Moatize.

Segundo referiu, estariam a circular, "num grupo restrito de Whatsap, informações segundo as quais ele deveria ser sequestrado".

O Jornal Malacha divulgou também um vídeo sobre abandono e vandalização de ‘kits' de votação na vila de Moatize.

"De acordo com a lei eleitoral, uma vez assinados, após a conclusão do apuramento na mesa de assembleia de votos, os editais tornam-se informação pública, ou seja, acessível a qualquer cidadão", sublinha o MISA.

A organização considera que o caso representa "uma grave ameaça" à liberdade de imprensa e apela às autoridades para que intervenham.

As eleições autárquicas de decorreram na quarta-feira e os resultados de cada um dos 53 municípios estão a ser divulgados a conta-gotas, com a Frelimo a manter o domínio do mapa, mas com sinais de que a Renamo pode ganhar terreno.