O período de aplicação das sanções terminaria neste sábado, mas as autoridades nipónicas decidiram prolongar a proibição total das exportações e importações bilaterais, bem como a entrada no Japão de navios registados na Coreia do Norte ou que tenham atracado num porto norte-coreano.

Em 2016, o Japão adotou um conjunto de sanções unilaterais contra o país vizinho como resultado dos seus testes com mísseis e desde então tem estendido as sanções, simultaneamente às sannções também aplicadas a Pyongyang pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Estas medidas têm como objetivo pressionar o regime de Kim Jong-un a tomar medidas específicas para a paz na península coreana através de uma desnuclearização completa como acordado nas cimeiras que Kim teve com a Coreia do Sul e com os Estados Unidos, um compromisso que está parado face ao desacordo entre Pyongyang e Washington.

A decisão também procura instar o regime norte-coreano a resolver a questão dos cidadãos japoneses sequestrados entre 1977 e 1983.

Em 2002, o então líder norte-coreano Kim Jong II, como parte das negociações entre a Coreia do Norte e o Japão que iria produzir a Declaração de Pyongyang, admitiu o rapto de 13 japoneses pelo regime.

O governo japonês diz, no entanto, que os norte-coreanos raptaram pelos menos 17 cidadãos do país e não descarta o envolvimento de Pyongyang no desaparecimento de outras 883 pessoas.

Na altura, Kim Jong II pediu desculpa pelos raptos, mas não revelou os motivos.

A questão dos sequestros é um dos principais obstáculos à normalização dos laços entre esses dois países.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.