Sob o acordo nuclear de 2015, o Irão apenas está autorizado a produzir urânio enriquecido até um limite de 300 quilogramas e não exceder os níveis de baixo enriquecimento, até 3,67%.

Hoje, agências noticiosas semioficiais disseram que o Irão está a aumentar em quatro vezes a produção de urânio enriquecido, mas garantem que se trata de urânio de baixo enriquecimento, salvaguardado pelo acordo nuclear.

Contudo, uma quadruplicação da produção de urânio enriquecido levará o Irão a ultrapassar o limite de 300 quilogramas imposto pelo tratado.

Há duas semanas, o Irão anunciou que deixaria de cumprir alguns dos requisitos do acordo nuclear que assinara com os EUA e com outros cinco países, em 2015, exatamente um ano após os norte-americanos terem anunciado que saíam do tratado, acusando o Irão de não o cumprir.

Teerão disse que retomaria o seu programa nuclear, não tendo dado pormenores sobre as alterações à produção de urânio enriquecido, usado na energia e em armas nucleares.

Segundo as agências noticiosas iranianas, o governo iraniano disse que informou a Agência Internacional de Energia Atómica da sua decisão.

A agência ainda não respondeu aos pedidos de comentário a esta decisão de Teerão.

A tensão entre o Irão e os EUA tem subido de tom, nas duas últimas semanas, com os EUA a reforçarem a sua posição militar na região e com o governo do Irão a acusar os norte-americanos de procurarem um conflito militar.

No domingo, Donald Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter, alertou Teerão de que “se o Irão quer lutar, será o fim oficial do Irão”, avisando para “nunca ameaçarem os Estados Unidos outra vez”.

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