A questão "não afeta as relações entre os dois países, porque é uma relação sólida, fraterna e baseada em pé de igualdade", disse Jin Hong Jun, no final de um encontro com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

"Estamos a oferecer o arroz tendo em conta a grande dificuldade que a população atravessa. Vamos esperar pelos resultados das conclusões da investigação da polícia", afirmou.

A mensagem, afirmou o diplomata, é que o arroz "não é para venda".

"Uma parte já foi distribuída e agora cabe ao Governo completar a própria distribuição da maior parte do arroz que oferecemos e confiamos no Governo e esperamos que o arroz chegue à população carenciada com a maior brevidade", disse.

O embaixador explicou também que tem informado Pequim sobre o caso do arroz, que está a ser seguido com toda a atenção, mas que o seu país "nunca vai intervir nos assuntos internos e interferir na investigação da polícia".

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito de uma operação denominada "Arroz do Povo" várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.

No total, a China deu um donativo de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares (mais de 2,6 milhões de euros). O arroz chegou a Bissau a 26 de janeiro.

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