"O IMD defende uma intervenção holística que inclua iniciativas amplas de desenvolvimento como forma de garantir a sustentabilidade" do processo, refere num documento de análise sobre a iniciativa de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

"Embora haja uma aparente vontade política para se implementar o acordo de paz por parte dos signatários, há fatores que estão fora de controle das partes e que, se não forem tidos em conta, podem comprometer o processo", refere.

Entre eles, está o surgimento de uma autoproclamada Junta Militar da Renamo e o alastramento dos ataques na província de Cabo Delgado, a juntar aos recorrentes atrasos nas ações de DDR.

Os atrasos são "decorrentes de calendários demasiado ajustados para a complexidade do processo", considera o IMD.

A ONG fala ainda de "limitações financeiras para uma reinserção social condigna dos homens armados da Renamo".

O IMD considera urgente "que se estabeleçam instituições de composição mista que garantam a implementação efetiva dos acordos numa perspetiva de médio e longo prazo, podendo monitorar a situação dos elementos reintegrados na vida civil e nas unidades policiais ou militares”.

"Agora com a situação da COVID-19, as partes podem aproveitar o momento para fazer um trabalho de base e aprimorar o modelo de DDR que pretendem usar e definir as ações de médio e longo prazo associadas ao processo", conclui a organização.

O processo de DDR decorre do acordo de paz assinado em agosto de 2019 entre Ossufo Momade, presidente da Renamo, principal partido da oposição de Moçambique, e Filipe Nyusi, Presidente moçambicano.

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