“Estamos a pensar na fase de reconstrução, a UE junto dos seus principais parceiros, Nações Unidas, está a fazer uma avaliação de necessidades que sirva de base para ter uma resposta mais estrutural”, disse o diplomata, na sequência de uma visita às operações de assistência suportadas por financiamento europeu na cidade da Beira.

O representante da UE mostrou-se preocupado com o nível de destruição que presenciou na província de Sofala.

Para Sánchez-Benedito, a prioridade actual é a reconstrução de infraestruturas, principalmente nos pontos mais afectados da província.

“Eu acho que, neste momento, estamos a falar de uma resposta a uma crise humanitária, e o governo moçambicano está a preparar uma conferência internacional de reconstrução”, disse Sánchez-Benedito.

Essa conferencia será o momento mais adequado para “termos uma estratégia a longo prazo de desenvolvimento ligada a reconstrução pós-ciclone e cheias”, explicou.

Ainda em Sofala, o representante da EU visitou o Hospital Central da Beira (HCB), projetos de purificação de água, operações de assistência médica apoiadas pela Europa e participou numa distribuição de bens alimentares em Búzi, um dos distritos mais afetado pelas cheias.

Segundo o embaixador, “este material que foi entregue hoje faz parte de ajuda humanitária de emergência como arroz, feijão, mas também suplementos alimentares para crianças, produtos de saúde e água”.

“Vimos que ainda não ê fácil chegar a esses distritos”, salientou o diplomata, admitindo as dificuldades logísticas da operação de apoio.

A UE canalizou mais de nove milhões de euros e ativou um sistema de apoio através do mecanismo de proteção civil, com médicos e medicamentos para o momento de emergência.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Segundo o último balanço das autoridades, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique.

As autoridades do Zimbabué revelaram hoje que o ciclone causou 344 mortos no país, revendo em alta estimativas anteriores, que indicavam entre 180 a 250 vítimas mortais. Estão ainda pelo menos 257 pessoas dadas como desaparecidas no leste do país.

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