"O tribunal entende que os mesmos devem aguardar em prisão preventiva até a próxima audiência [marcada para o dia 24 de abril], altura em que serão ouvidas as figuras ora arroladas", disse hoje o juiz Sérgio Nunes, durante o julgamento.

Os três arguidos são suspeitos do desvio de 19 sacos de arroz, 19 sacos de farinha, 11 sacos de soja e um saco de feijão no bairro da Manga, na Beira.

Falando no fim da sessão, um dos advogados de defesa, Hermenegildo Cossa, disse que as autoridades moçambicanas infringiram a lei, ao invadir a residência dos réus sem mandado.

"Ficou demonstrado que não houve uma situação de flagrante delito. A invasão à casa dos arguidos deveria ter sido antecedida de um mandado de apreensão ou de busca. A polícia não pode invadir o domicílio das pessoas", afirmou Hermenegildo Cossa.

O ciclone Idai, que afetou também o Maláui e o Zimbabué, provocou pelo menos 603 mortos em Moçambique e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo dados das autoridades moçambicanas.

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