Hoje, em visita à Beira, a diretora-executiva da UN-Habitat, Maimunah Mohd Sharif, defendeu um “planeamento resiliente para reduzir a necessidade de construção face aos desastres”.

Nos últimos anos, o UN-Habitat tem estado a trabalhar na redução do risco dos desastres, resiliência urbana, com infraestruturas resilientes, e na metodologia de reconstrução melhorada, em particular na área da habitação e das escolas em várias províncias de Moçambique.

O objetivo, explicou, é desenvolver planos urbanos adaptados aos riscos, implementando formações em todos os níveis, bem como o reforço da fiscalização.

Para que se rompa o ciclo da destruição causado pelos desastres, o UN-Habitat acredita que chegou a hora de ampliar a assistência técnica prestada em Moçambique de modo a planear e reconstruir de maneira mais segura e resiliente as áreas afetadas pelo Idai.

Convidada pessoalmente pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, após uma visita do Chefe do Estado à sede da UN-Habitat em Nairobi, em novembro de 2018, a directora-executiva considerou alarmante o níveis de destruição provocado pelo temporal no terreno.

Para se inteirar dos estragos, Maimunah e a comitiva reuniram-se, na Beira, com o governador de Sofala, Alberto Mondlane, e presidente do Conselho Autárquico daquela cidade, Daviz Simango, em que foram passados em revista operações de emergência mormente na assistência humanitária e reconstrução pós-ciclone.

Depois da reunião, visitou a vizinha cidade do Dondo, que dista 30 quilómetros da Beira, também severamente devastada pelo mesmo temporal, tendo igualmente aconselhado aos afetados para promover construções resilientes.

Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) os danos preliminares provocados pela intempérie nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia apontam para a morte de 603 pessoas e 1.642 feridos graves e ligeiros.

No zona centro de Moçambique foram atingidas 3.504 escolas, afetando 335.132 alunos em vários subsistemas de ensino, e uma área de 715.378 hectares de diversas culturas alimentares.

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