O grupo de oficiais da Polícia Nacional, das Forças Armadas, do Serviço Nacional de Saúde, da Proteção Civil e da Cruz Vermelha de Cabo Verde, composto por quatro médicos, seis enfermeiros, uma psicóloga e um elemento da proteção civil, deixou a capital cabo-verdiana na terça-feira e aterrou hoje em Lisboa.

No final do dia de hoje, a equipa deixa a capital portuguesa com destino a Moçambique, partindo depois para a Beira.

No terreno, os elementos da equipa serão “enquadrados nas missões internacionais em curso, consoante as necessidades”, disse à Lusa o presidente da Proteção Civil de Cabo Verde (PCCV).

Reinaldo Rodrigues disse que a equipa foi montada levando em conta a motivação dos profissionais para ajudar e que, por isso, está “motivada”.

“Procurámos saber quem gostaria de participar numa missão com estas características e foi nessa base que a equipa foi montada”, adiantou.

O grupo deverá estar presente em Moçambique até 03 de maio, mas este período poderá estender-se, tendo em conta as necessidades, disse.

Na terça-feira, estes profissionais de saúde foram recebidos pelo ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, que, em nome do Governo cabo-verdiano, agradeceu à equipa pela disponibilidade em “abraçar esta nobre missão”.

“Este ato representa o que é a nossa história e a nossa cultura, pois somos um país que se forjou na resiliência, na luta contra a seca e que sabe bem o valor da solidariedade e do ´djunta mon` [dar as mãos] para superar as dificuldades”, disse Fernando Elísio Freire na ocasião.

Fernando Tavares, médico e quadro das Forças Armadas que chefia a missão, garantiu na mesma cerimónia que a equipa está ciente das dificuldades que vai encontrar em Moçambique, mas que está preparada para as adversidades.

Por seu lado, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, referiu que os profissionais de saúde cabo-verdianos vão estar “devidamente credenciados” para atuarem “com credibilidade”, num trabalho feito junto da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

O ciclone Idai, que afetou também o Maláui e o Zimbabué, provocou pelo menos 603 mortos em Moçambique e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo as autoridades moçambicanas.

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