"O potencial de implantação da língua portuguesa na Guiné Equatorial está na sua juventude, naqueles que, agora, estudam nas universidades de Portugal, e naqueles que, no país, irão aprender o idioma que, agora, lhes é desconhecido, embora atrativo", disse o embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, Tito Mba Ada.

"Através do planeamento eficiente do ensino deste novo idioma e do intercâmbio de estudantes universitários, dentro de anos toda esta geração e as seguintes serão multilingues, partilhando o convívio com as línguas nativas", acrescentou.

Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala na terça-feira, o também representante Permanente da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reconheceu a "enorme contribuição da língua portuguesa para a cultura universal" e renovou o compromisso do país com o multilinguismo.

"O vínculo do povo da Guiné Equatorial com a língua portuguesa é real, não é uma invenção política", sublinhou Tito Mba Ada, recordando que foi um navegador português que reclamou as ilhas do Golfo da Guiné para a coroa portuguesa e que foi o português o idioma que deixou raiz na ilha de Ano Bom.

Seis anos passados sobre a oficialização do português na Guiné Equatorial, o embaixador diz que "não há arrependimentos" e assinala o contributo de todos os atores envolvidos, nomeadamente o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa no processo de implementação da língua portuguesa no país.

A adoção da língua portuguesa como idioma oficial da Guiné Equatorial, a par do espanhol e do francês, foi umas duas condições para a entrada do país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 23 de julho de 2014.

Desde então poucos foram os progressos feitos nesta matéria, uma realidade reconhecida pelo próprio Presidente Teodoro Obiang, segundo o secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, que em março visitou a Guiné Equatorial e de onde regressou com a promessa de criação de uma escola de português totalmente financiada pelas autoridades de Malabo.

"O Presidente reconhece isso e queixou-se de que precisa de mais apoio e mais professores de português”, disse, na altura, Ribeiro Telles, adiantando que a futura escola portuguesa teria "como chapéu a CPLP", gestão, professores e funcionários dos vários países da comunidade lusófona, e financiada a 100% pela Guiné Equatorial”

A Guiné Equatorial tem um roteiro de integração na CPLP com cinco eixos, um dos quais é a língua portuguesa.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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