Os representantes dos dois candidatos à segunda volta das eleições presidenciais guineenses no passado dia 29 de dezembro, têm posições divergentes quanto à operação realizada esta terça-feira (25/02) pela CNE.

Vençã Mendes, mandatário de Umaro Sissoco Embaló, considera que o apuramento decorreu com total lisura e ao abrigo da lei eleitoral guineense, defende mesmo que as eleições presidenciais de 2019 foram as mais fiscalizadas na Guiné-Bissau e referiu não corresponder à realidade quando a candidatura de Domingos Simões Pereira diz que não há actas do apuramento regional.

“…eu não vejo nenhuma irregularidade, porquanto as actas foram todas assinadas por cada representante…e nessa eleição  doponto de vista da fiscalização é excepcional em relação a outras eleições, não só participaram a Polícia Judiciária e o Ministério Público…participou até o SIS, a segurança de Estado, portanto eu acho que o processo mais fiscalizado no percurso do processo eleitoral na Guiné-Bissau é este, isso dita claramente o resultado que é conhecido no primeiro apuramento, segundo, terceiro e quarto, mantendo-se o satu quo, o que significa que o nosso candidato é declarado como vencedor à luz do apuramento eleitoral“.

Posição contrária tem Mário Lino da Veiga, advogado e mandatário de Domingos Simões Pereira diz que a CNE não cumpriu com a lei eleitoral no acto do apuramento nacional dos resultados e que das dez regiões eleitorais a CNE só teria apresentado as actas de apuramento em duas regiões.

“…temos a região de Gabu que apresentou uma acta, temos a região de Bafatá que apresentou uma acta, mas entre estas duas a região de Gabu contém uma acta que pode ser aproveitada, mas já a região de Bafatá a acta que apresenta não fala de protestos, não nos indica como é que os votos reclamados foram decididos na plenária da CNE, pelo que, se se quer fazer um apuramenbto nacional baseando nas actas, como é que vamos estar a fazer este apuramento, que foi feito sem que as actas das reuniões tenham sido aprsentadas“.

A palavra cabe agora ao Supremo Tribunal de Justiça onde deve dar entrada ainda esta quarta-feira (26/02) um novo recurso contencioso interposto pela candidatura de Domingos Simões Pereira.


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