O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes Júnior, denunciou hoje que as instituições de Estado no seu país estão a ser invadidas por militares, “num claro acto de consumação” de um “golpe de Estado” iniciado na quinta-feira.

“Há cerca de meia hora, as instituições de Estado estão a ser invadidas por militares, num claro acto de consumação do golpe de Estado iniciado ontem [quinta-feira] com a investidura, à margem das leis da República, de um candidato às eleições presidenciais”, escreveu o governante na sua página oficial do Facebook, às 17:20.

Umaro Sissoco Embaló tomou simbolicamente posse como Presidente da Guiné-Bissau na quinta-feira, numa cerimónia bastante concorrida, mas que ficou marcada pela ausência do Governo, partidos da maioria parlamentar e principais parceiros internacionais do país.

A cerimónia terminou com a assinatura do termo de passagem de poderes entre o Presidente cessante, José Mário Vaz, e Umaro Sissoco Embaló.

O Governo da Guiné-Bissau considerou o acto como um “golpe de Estado” e “uma atitude de guerra” e acusou o Presidente cessante de se auto-destituir e as Forças Armadas de “cumplicidade”.

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