“O grupo acordou a realização de encontros numa regularidade semanal para a preparação de documentos e aspetos logísticos que são necessários para a efetivação do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR)”, refere a Presidência, em comunicado.

A decisão foi tomada numa reunião realizada na quinta-feira.

De acordo com a mesma nota, "o Grupo Técnico Conjunto de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (GTCDDR) reuniu-se na cidade da Beira (centro do país) com o brigadeiro Javier Pérez Aquino, coordenador dos peritos internacionais, para [se definirem] os passos subsequentes no processo de DDR".

No mesmo documento, o governo moçambicano congratula-se com "os esforços, os avanços alcançados e o impacto positivo da reunião", encorajando as partes envolvidas "a continuar, para o breve desfecho do processo".

O arranque do programa de DDR foi anunciado pelo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, no dia 06 de outubro.

O ato marcou, então, a chegada de nove peritos militares internacionais liderados pelo argentino Javier Antonio Pérez Aquino, 58 anos, cuja mais recente missão consistiu em supervisionar, para as Nações Unidas, o desarmamento de guerrilheiros na Colômbia.

O processo de DDR abrange um número ainda não divulgado de guerrilheiros e é a segunda parte de uma negociação definitiva para a paz que o Presidente moçambicano encetou no último ano com o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, após o cessar-fogo decretado por este em dezembro de 2016.

A primeira parte levou a um acordo sobre a descentralização do poder, consumada em maio de 2018 com alterações à Constituição e consequente adaptação das leis eleitorais para o escrutínio de outubro deste ano.