A reivindicação abrange um ataque noticiado no domingo em Mengaleuwa, que provocou oito mortos, e inclui também um povoado designado Dimayo.

O grupo diz que investiu contra postos militares onde se encontravam forças moçambicanas e russas, matou seis soldados, feriu outros e apreendeu diversas armas e munições, além destruir estruturas civis.

Os ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado eclodiram há dois anos em comunidades muçulmanas radicalizadas e o autodenominado Estado Islâmico começou a reivindicar alguns dos incidentes desde junho.

Analistas e autoridades duvidam da presença efetiva de membros do grupo radical, assumindo como mais provável que alguém que já estava no terreno transmita informação usada a favor dos extremistas.

Na última semana, a proximidade dos ataques em relação às obras dos megaprojetos de gás natural na península de Afungi obrigou a paralisar alguns dos trabalhos durante um dia como medida de segurança.

Desde o início da violência armada em Cabo Delgado, pelo menos 300 pessoas já morreram, segundo números oficiais e da população, e 60.000 residentes foram afetados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo a Organização das Nações Unidas.

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