A Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, exortou as famílias moçambicanas a mobilizarem-se contra os casamentos prematuros, congratulando-se com os avanços que o país registou ao nível legislativo.

Segundo a edição de hoje do Notícias, Graça Machel defendeu uma ação mais firme contra os casamentos prematuros, quando falava na Conferência Nacional da Rapariga, que se realiza em Quelimane, capital da província da Zambézia, centro de Moçambique.

"A decisão sobre se a rapariga deve ou não casar vem da família. Não é preciso uma reunião comunitária para se decidir que o casamento de determinada rapariga se realize", declarou Graça Machel, aludindo à importância da família.

A presidente da FDC defendeu ainda que o país deve aprovar normais penais que considerem crime o casamento prematuro, como forma de desencorajar a prática.

Os casamentos prematuros em Moçambique chegam a envolver raparigas com menos de 16 anos e são comuns nas zonas rurais do país, resultando muitas vezes de acordos entre famílias.

Têm sido reportados casos em que as famílias "oferecerem" raparigas a curandeiros polígamos em troca de serviços prestados por estes.

Lusa