O chefe da delegação do Governo nas negociações com a Renamo, José Pacheco, rejeitou a exigência do principal partido da oposição de retirada dos militares que cercam a ex-base do movimento, onde vive o seu líder, Afonso Dhlakama.

O presidente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) coloca como condição para se encontrar com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, a retirada do exército e da polícia de Satunjira, antiga base da guerrilha da força política, no centro de Moçambique, onde se reinstalou em Outubro do ano passado.

As Forças Armadas, assinalou o chefe da delegação do executivo, devem gozar da liberdade de se movimentarem em toda a extensão do território moçambicano.

Em declarações à imprensa, à saída de mais uma ronda negocial com a Renamo, o chefe da delegação do Governo afastou a possibilidade de a polícia e o exército abandonarem Santunjira.

"É importante dizer que as Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique defendem a soberania, defendem a liberdade e direitos dos cidadãos, defendem as pessoas contra os agressores e defendem bens públicos e privados", frisou José Pacheco, que é igualmente ministro da Agricultura.

A reunião entre Afonso Dhlakama e Armando Guebuza é vista pela população moçambicana e pela comunidade internacional como a única forma de se evitar uma escalada na tensão política que o país atravessa, a mais grave desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que acabou com 16 anos de guerra civil.

Lusa