"Temos vindo a emitir comunicados que dão conta do sucesso que temos vindo a alcançar no teatro operacional Norte", disse Patrício José, vice-ministro da defesa, à margem de uma cerimónia de graduação de cursos militares em Maputo.

O governante disse não ter prazos, mas referiu que o executivo "está a trabalhar por forma a pôr fim às ações dos grupos armados no Norte do país".

"Eu não tenho prazo. Se nós pudermos capturar todos hoje, [a violência] terminava amanhã. Mas o trabalho está a continuar até à vitória final", acrescentou.

O Ministério da Defesa anunciou na terça-feira um novo ataque de artilharia contra grupos armados, conseguindo a neutralização de vários membros, naquela que foi a terceira investida divulgada este mês.

O Governo passou a divulgar ações de combate no norte do país, após dois anos de violência armada em que as autoridades se têm remetido quase sempre ao silêncio.

A região de Cabo Delgado é afetada desde outubro de 2017 por ataques armados levados a cabo por grupos criados em mesquitas da região e que eclodiram em Mocímboa da Praia.

Como consequência já terão morrido, pelo menos, 250 pessoas, quase todas em aldeias isoladas e durante confrontos no mato, mas, nalgumas ocasiões, a violência atingiu transportes na principal estrada asfaltada da região, bem como a área dos megaprojetos de exploração de gás, onde há várias empresas subempreiteiras portuguesas.

Desde junho que o grupo ‘jihadista' Estado Islâmico tem reivindicado alguns dos ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista que vá além de algum contacto com elementos no terreno.

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