"Como as populações nos tem pedido, os esforços do Presidente [Filipe Nyusi] são para que este ponto seja concluído num curto período de tempo, antes mesmo do arranque da campanha", disse Jaime Basílio Monteiro.

Aquele governante falava durante um encontro com membros da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, na província da Zambézia, centro do país.

Basílio Monteiro admitiu que existem desafios, mas reiterou que o objetivo do Governo é concluir rapidamente o processo negocial com o principal partido de oposição em Moçambique.

"As populações querem movimentar-se livremente para os seus campos de produção e para as suas atividades", acrescentou.

O desarmamento do braço armado do principal partido de oposição está incluído num memorando assinado em agosto do ano passado entre o Presidente moçambicano e o líder da Renamo, Ossufo Momade, um documento que previa também a nomeação de oficiais daquele partido para cargos de chefia do exército moçambicano e da polícia.

No âmbito deste processo, um total de 14 oficiais daquele partido foram nomeados para cargos de chefia no exército desde dezembro.

O atual processo negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo arrancou há mais de um ano, quando Filipe Nyusi se deslocou à Gorongosa, centro de Moçambique, para uma reunião com o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama, falecido em maio do ano passado.

Além do desarmamento e da integração dos homens do braço armado do maior partido da oposição nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição no ano passado.

As eleições gerais em Moçambique estão marcadas para 15 de outubro.

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