Entretanto, a União Europeia diz haver uma incógnita sobre como vão ser realizadas as eleições nessas zonas.

O anúncio foi feito no dia em que o observador eleitoral da Sala da Paz, Anastásio Matavel, foi morto.

Pacheco falava nesta segunda-feira, 7, em Maputo, num encontro com a missão de observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), chefiada pela ministra zimbabweana da Defesa.

O governante afirmou que os observadores eleitorais terão acesso a todos os postos de votação, sob a protecão das autoridades competentes.

Segundo a ministra da Defesa do Zimbabwe, uma missão de avanço de observadores da SADC encontra-se em Miçambique há já algum tempo, para avaliar a forma como está a decorrer a campanha eleitoral, “e nós acreditamos que Moçambique vai realizar, com sucesso, estas eleições”.

Entrentanto, a chefe-adjunta da missão de observadores da União Europeia, Tânia Marques, disse haver uma incógnita sobre como vão ser realizadas as eleições nas zonas afectadas pelos insurgentes armados, em Cabo Delgado.

Tânia Marques considerou que os ataques armados causam um receio que restringe a liberdade de circulação dos cidadãos e dos eleitores.

Por isso, explicou Marques, “a missão da União Europeia vai esperar para ver qual será a resposta das autoridades e dos órgãos eleitorais, no sentido de garantir que o eleitorado das zonas afectadas exerça o direito de voto nas eleições gerais de 15 de Outubro”

Refira-se que alguns distritos da província de Cabo Delgado são alvo de ataques de grupos armados desde há dois anos, havendo relatos de terem morrido pelo menos 200 pessoas, na sequência desses ataques.

No próximo dia 15, 12.9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, 10 assembleias provinciais e respectivos governadores e 250 deputados da Assembleia da República.

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