“A alteração vai permitir a inclusão da Total na estrutura de financiamento do projeto”, disse Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros, após uma sessão do órgão em Maputo.

A Total passou a liderar o consórcio da Área 1 ao comprar a quota de 26,5% que pertencia à Occidental, uma petrolífera norte-americana que no último ano adquiriu a Anadarko, empresa que arrancou com o projeto moçambicano e que o liderava.

Na Área 1, a Total lidera o consórcio de que fazem parte a japonesa Mitsui (20%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), as indianas ONGC Videsh (10%) e a sua participada Beas (10%), a Bharat Petro Resources (10%) e a tailandesa PTTEP (8,5%).

Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, em Maputo, Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia, disse que os trabalhos em Cabo Delgado decorrem “conforme programado e o progresso é satisfatório”.

“Com a entrada da Total foi feito um exercício de otimização do financiamento, que permitiu uma redução de custos em termos de juros na ordem de 1.100 milhões de dólares durante a fase de construção e 700 milhões de dólares durante a fase de operação, o que vai permitir que todas as partes ganhem”, descreveu.

No que toca ao Estado moçambicano, “deverá receber do projeto um incremento de 1.000 milhões de dólares”, declarou.

A petrolífera francesa Total deverá assinar em junho acordos de financiamento com duas dezenas de bancos no valor de 15 mil milhões de dólares, devendo retomar em pleno a construção da zona industrial de processamento de gás, após uma redução para serviços mínimos devido à descoberta de casos de infeção pelo novo coronavírus em Afungi, Cabo Delgado.

Para o governante moçambicano, são “impactos recuperáveis e que não colocam em causa o programa global”.

“Decorre a desinfeção dos campos e prevemos que até final do mês a área esteja livre de COVID-19″, acrescentou.

Moçambique tem 213 casos de infeção pelo novo coronavírus, um morto e 71 pessoas recuperadas.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.