"Nenhuma criança vai ficar prejudicada por estar nas zonas onde ocorreram ou estão a ocorrer situações de ataques", disse a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane.

A governante deixou a garantia quando falava à margem do arranque dos exames finais dos ensinos primário, secundário e técnico-profissional.

Para evitar que os alunos percam os exames finais, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano instruiu as escolas dos distritos que receberam famílias deslocadas devido à violência no sentido de acolherem os alunos dessas áreas, acrescentou.

"Temos até algumas escolas que foram encerradas temporariamente e os alunos foram acomodados nas escolas circunvizinhas", declarou Conceita Sortane.

Os alunos que ficarem fora dos exames será porque os respetivos encarregados de educação não se apresentaram junto das autoridades de educação para permitir a integração dos seus educandos nas escolas das zonas de acolhimento, explicou a ministra.

Mais de 1,7 milhão de alunos vão a exames finais, que começaram hoje em todo o território nacional.

Distritos do norte de Cabo Delgado são palco de violência armada movida por grupos desconhecidos, desde outubro de 2017, e que já provocaram dezenas de mortes e destruição de propriedades.

A violência começou com a tentativa de alguns crentes muçulmanos de impor uma versão mais radical do islão em mesquitas dos distritos nortenhos de Cabo Delgado.

A Organização das Nações Unidas estima que 60 mil pessoas já tenham sido obrigadas a abandonar as suas terras e locais de residência, de acordo com a mais recente revisão do plano global de ajuda humanitária ao país.

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