Membros da Assembleia Nacional (AN), controlada pela oposição na Venezuela, que pediram para não serem identificados, adiantaram à AP que altos membros de ambos os lados vão estar envolvidos nas discussões em Oslo.

As mesmas fontes indicaram que os representantes incluem o ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodriguez, e Stalin Gonzalez, um dos principais membros da AN.

O Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, não abordou diretamente este assunto em declarações transmitidas na televisão, na quarta-feira, mas deu conta que o ministro da Informação estava numa missão “muito importante” fora da Venezuela.

A crise política na Venezuela agravou-se a 23 de janeiro, quando o líder da AN, Juan Guaidó, jurou assumir funções de presidente interino, formar um Governo de transição e organizar eleições livres, contando com apoio de mais de 50 países.

Na madrugada de 30 de abril, um grupo de militares manifestou apoio a Juan Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou mais de 2,3 milhões de pessoas a emigrarem desde 2015, de acordo com dados da ONU.

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