A campanha, que conta com o apoio do Estados Unidos, é designada "Promovendo os Direitos Humanos, Harmonia e Tranquilidade na Província de Cabo Delgado".

"A troca de informações a vários níveis permitiu criar um canal eficiente de relacionamento entre o Conselho Islâmico de Moçambique e o Governo para o combate cerrado contra os recrutadores de jovens nas mesquitas e outros locais, usando como isca a promessa de emprego", disse o ministro da Defesa, Atanásio Mtumuke, citado ontem pela Agência de Informação de Moçambique.

Durante um período de um ano, o projeto vai incidir na análise das fontes de instabilidade em pontos recônditos da província de Cabo Delgado.

Desde outubro de 2017, os ataques de grupos armados não identificados e que tiveram origem em mesquitas já provocaram, pelo menos, 150 mortos.

Na semana passada, a embaixada dos Estados Unidos em Moçambique atualizou o aviso em que desaconselha viagens à província de Cabo Delgado, passando a incluir o distrito de Meluco nas zonas alvo de ataques armados.

Meluco junta-se aos distritos de Mocímboa da Praia, Nangade, Palma, Macomia, Ibo e Quissanga na lista dos alvos de "ataques por extremistas violentos" que "têm usado catanas e armas de fogo para realizar ataques letais, além de queimarem veículos e casas", segundo um comunicado da embaixada em Maputo.

A violência acontece na região em que está a nascer um dos maiores investimentos de uma empresa norte-americana no país, com a construção de uma fábrica e infraestruturas associadas para exploração de gás natural da bacia do Rovuma.

A petrolífera Anadarko lidera o consórcio da Área 1 de exploração e já viu alguns dos seus funcionários atacados, em fevereiro, com um subcontratado morto, considerando, ainda assim, que se tratou de um caso isolado e que os ataques não visam o investimento.

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