“Somos responsáveis por garantir que o conflito na Síria não se torna um conflito na nossa sociedade e não ameaça a nossa coexistência pacífica”, afirmou a comissária para a Emigração, Refugiados e Integração alemã Annette Widmann-Mauz, durante uma entrevista ao grupo Funke.

A comissária espera que todas “as partes, em particular organizações de migrantes e comunidades religiosas, assumam as suas responsabilidades e contribuam com moderação”, acrescentou, após os confrontos em Herne.

Por volta das 19:00 de segunda-feira (18:00 em Lisboa), cerca de 350 manifestantes curdos fizeram uma marcha de protesto no centro de cidade operária de Herne, passando por um café de comerciantes turcos.

Em comunicado, a polícia local declarou que os manifestantes foram “provocados por gestos” feitos pelas pessoas sentadas no bar.

“Depois disso, os manifestantes atacaram o café, ferindo duas pessoas”, acrescentou.

Os manifestantes foram atingidos por uma garrafa lançada por outro grupo de comerciantes turcos.

De acordo com a polícia, “o ambiente aqueceu” e os manifestantes invadiram o estabelecimento, destruindo parte da loja.

Cinco pessoas, incluindo um polícia e um cliente, ficaram levemente feridas.

O direito à manifestação é um direito fundamental, mas não “justifica de maneira alguma a violência e a agressão”, afirmou o chefe da polícia.

As autoridades informaram hoje que em Berlim um turco de 30 anos, que vestia um casaco com a bandeira da Turquia, foi atacado por um grupo de 15 pessoas.

Os atacantes falavam em árabe e alemão, de acordo com a vítima que foi tratada no hospital por lesões faciais.

Cerca de um milhão de curdos vivem na Alemanha, juntamente com dois milhões e meio de pessoas de origem ou nacionalidade turca.

O Governo teme que os turcos retaliem, o que faria aumentar a tensão entre as duas comunidades em território alemão.

A comunidade curda convocou um evento para sábado, na cidade da Colónia, onde dezenas de milhares de participantes são esperados, segundo os organizadores.

A Turquia lançou um ataque na quarta-feira contra uma milícia curda apoiada pelos países ocidentais na luta anti-‘jihadista’, no nordeste da Síria, mas que Ancara vê como terroristas.

Berlim condenou o ataque e anunciou no sábado que interrompeu o fornecimento de armas à Turquia para evitar que fossem usadas contra a Síria.

O Reino Unido suspendeu hoje a venda de armamento a Ancara.

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