"O inimigo infiltrou-se em diversos bairros, trajado à civil e beneficiando de várias cumplicidades, atacando a vila de dentro para fora, causando destruição, saques e assassinato de cidadãos indefesos, com manobras de sabotagem e ataques a meios navais de socorro a partir do porto de Mocímboa da Praia", disse Jaime Neto.

O governante acrescentou que o "alegado Estado Islâmico" em Cabo Delgado denota ter recebido reforços de fora do país.

Os grupos armados invadiram na madrugada de quarta-feira o porto de Mocímboa da Praia e as confrontações deixaram um número desconhecido de mortos, incluindo elementos da força marinha, segundo informações avançadas por fonte do Exército à Lusa.

Em Cabo Delgado, os ataques de grupos armados, que eclodiram em 2017 mesmo em Mocímboa da Praia, já provocaram, pelo menos, a morte de 1.059 pessoas, e algumas das ações dos grupos têm sido reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

De acordo com as Nações Unidas, a violência armada naquela província do norte de Moçambique forçou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

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