A Fundação MASC considera, em comunicado divulgado hoje, que a desmilitarização da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e enquadramento dos membros do braço armado do partido e suas famílias vai resultar numa verdadeira reconciliação no seio da família moçambicana.

No texto, a Fundação MASC manifesta optimismo em relação ao alcance da paz no país, encorajando as lideranças políticas a manterem o empenho na busca da estabilidade.

A MASC considera um sinal de esperança a aprovação na semana passada da revisão pontual da Constituição da República sobre a descentralização.

"Esta aprovação enche de optimismo a sociedade moçambicana, na medida em que se espera que todos os passos subsequentes não encontrem obstáculos que periguem a continuidade do processo de paz moçambicano", refere a MASC.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, e a nova liderança da Renamo devem empenhar-se na conclusão das questões ainda pendentes no âmbito do diálogo para a paz.

Entre os pontos mais importantes ainda por resolver, inclui-se a desarmamento do braço armado da Renamo, visando a verdadeira reconciliação no seio da família moçambicana.

"A Fundação MASC encoraja os partidos políticos e outros actores directa ou indirectamente envolvidos no processo de paz moçambicano a manterem o sentido de compromisso demonstrado pelas bancadas parlamentares na aprovação da revisão pontual da Constituição para a descentralização", refere a nota.

A revisão pontual da Constituição da República aprovada na semana passada resultou de entendimentos entre o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que morreu no passado dia 03.

As alterações prevêem que os governadores provinciais e os administradores passassem a ser eleitos, deixando de ser nomeados pelo Governo.