"Para nós, Frelimo, Ossufo Momade continua a ser um interlocutor válido", declarou o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, falando em conferência de imprensa.

Apesar de um grupo de guerrilheiros daRenamo ter exigido A sua renúncia da liderança do partido, Ossufo Momade "é um parceiro" do Presidente da República e líder da Frelimo, Filipe Nyusi, no diálogo para a paz, acrescentou Manasse.

O presidente da Renamo, prosseguiu o porta-voz, deve controlar os homens armados do partido, para que a contestação à sua liderança não se torne num factor de instabilidade no país.

"Ossufo Momade deve controlar o seu rebanho, os seus homens, e a Renamo tem de organizar-se, porque temos eleições gerais a 15 de outubro", assinalou Caifadine Manasse.

O porta-voz da Frelimo afirmou que a instabilidade no principal partido era previsível, porque Ossufo Momade excluiu nomes de oficiais da guerrilha que se encontram nas matas da lista que a Renamo entregou para postos de comando nas Forças de Defesa e Segurança, no âmbito do processo de paz.

"Já se vaticinava esta situação, porque os nomes que a Renamo entregou são de oficiais do partido que estão na reserva e não dos guerrilheiros que estão nas matas da Gorongosa", declarou Caifadine Manasse.

Manasse rejeitou relatos de que a instabilidade na Renamo seja resultado de uma conspiração da Frelimo para fragilizar o principal partido da oposição, defendendo que o partido no poder quer continuar a governar num ambiente de estabilidade.

"Somos os primeiros e mais interessados na estabilidade e na paz, porque somos o partido no poder e queremos continuar a governar com estabilidade", salientou.

A estabilidade na Renamo, prosseguiu, não vai comprometer a realização das eleições gerais de 15 de Outubro, porque se trata de um problema interno do partido.

Na quarta-feira, um grupo de guerrilheiros da Renamo ameaçou matar o líder do partido, caso não renuncie ao cargo, acusando-o de destruir a organização.

Em resposta, na quinta-feira, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, desvalorizou a situação, chamando desertor ao oficial que falou em nome dos revoltosos.

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