"A comissão política [da Frelimo] condena veementemente esses atos de barbaridades que têm trazido morte e sofrimento nas populações", lê-se no comunicado do órgão da Frelimo, que ontem esteve reunido na sua 40.ª sessão.

O partido no poder encoraja as Forças de Defesa e Segurança a "intensificarem a sua ação combativa", como forma de garantir a defesa da paz, tranquilidade e ordem públicas, refere o documento, no qual a Frelimo também se manifesta solidária com as pessoas afetadas pelo mau tempo no norte e centro do país.

Em alguns pontos do Norte e Centro do país, especificamente em Cabo Delgado, Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas civis, autoridades e aldeias.

No Norte, na província de Cabo Delgado, os ataques de grupos armados eclodiram há mais de dois anos e já provocaram pelo menos 300 mortos, além de deixar cerca de 60.000 afetados ou obrigados a abandonar as suas terras e locais de residência, de acordo com a mais recente revisão do plano global de ajuda humanitária das Nações Unidas.

Por outro lado, no Centro do país, especificamente nas províncias de Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas em dois dos principais corredores rodoviários moçambicanos, a Estrada Nacional 1 (EN1), que liga o Norte ao Sul, e a Estrada Nacional 6 (EN6), que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabué e restantes países do interior da África austral.

Desde agosto de 2017, pelo menos 21 pessoas morreram em ataques de grupos armados que deambulam pelas matas nas províncias de Manica e Sofala e as autoridades moçambicanas têm responsabilizado os guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo, general dissidente do partido e que exige a renúncia do atual líder, Ossufo Momade.

A Renamo, por sua vez, distancia-se dos episódios, considerando que continua a cumprir com as cláusulas do acordo de paz assinado em 06 de agosto entre Ossufo Momade e o chefe de Estado, Filipe Nyusi.

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