São quatro as ONG que estão por detrás deste movimento: a Fondation pour la nature et l’homme, a Greenpeace França e a Notre affaire à tous. Exigem que o executivo tenha em consideração a urgência de lutar contra o aquecimento climático.

Há cerca de dez dias as organizações em causa dirigiram um documento ao governo, a quem deram dois meses para responder pela sua inércia neste domínio.

Lê-se no abaixo-assinado que “o preço das nossas faturas energéticas explode… Obcecados pelo curto prazo, os estados e os actores económicos não ouvem os inumeráveis gritos de alerta dos mais frágeis, dos cientistas, das associações“. O  movimento acrescenta: “Nós podemos mudar as coisas! (…) Lutemos pela justiça social e climática

Caso não haja resposta, ou esta não seja favorável, o movimento pretende avançar com uma queixa contra o Estado francês no Tribunal administrativo de Paris.

Cécile Duflot, antiga ministra da habitação e directora geral da Oxfam, é um dos rostos desta causa.

O movimento espera que até à primavera de 2021 a justiça se pronuncie sobre o caso.

François de Rugy, ministro francês da ecologia, numa entrevista hoje ao diário Le Parisien, alega que não será em tribunal que se vai conseguir baixar as emissões de gases para a atmosfera.

De lembrar que um imposto sobre os combustíveis acabou por ser abandonado em França devido à contestação dos coletes amarelos que têm denunciado nas ruas, até de forma violenta, esse dispositivo.