Pelo menos 38 guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em Sofala entregaram, entre quinta-feira e sexta-feira, as armas no âmbito, do processo do DDR

“O início do desarmamento e desmobilização dos ex-combatentes é a expressão concreta e há muito esperada deste acordo. É um passo importante a caminho da paz e reconciliação”, lê-se num comunicado conjunto da delegação da União Europeia (UE) em Maputo e Alemanha, Canadá, Noruega, Irlanda, Finlândia, Suíça e Botsuana.

A nota avança que a operação vai traduzir-se em benefícios sociais, económicos e políticos para Moçambique.

Para os subscritores do comunicado, o arranque do DDR representa uma oportunidade histórica para o processo de paz em Moçambique.

“Mantemo-nos firmes no nosso compromisso de contribuir para uma paz definitiva e para o desenvolvimento sustentável em Moçambique”, lê-se na nota.

A UE e os sete países disponibilizaram 18.3 milhões de dólares para o apoio ao processo de paz em Moçambique, no âmbito do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado no dia 06 de agosto do ano passado.

“O elemento central é assegurar que os ex-combatentes recebam o apoio necessário na transição rumo à sua reintegração na comunidade”, refere a nota de imprensa.

O porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse na semana passada à Lusa que o DDR está a ser feito por fases, devido às medidas de prevenção contra a pandemia da COVID-19.

Na quinta-feira, o ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Jaime Neto, empossou Aníbal Rafael Chefe, um oficial da guerrilha da Renamo, no cargo de diretor do Departamento de Comunicações no Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Em 03 de dezembro do ano passado, 10 oficiais da Renamo passaram a incorporar as fileiras do Comando-Geral da Polícia moçambicana, no âmbito do processo de pacificação.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional é contestado pela autointitulada Junta Militar da Renamo, uma dissidência da guerrilha do braço armado do principal partido da oposição dirigida pelo general Mariano Nhongo.

O grupo de Mariano Nhongo é acusado de protagonizar ataques no centro de Moçambique, desde agosto do ano passado, visando forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estrada da região, tendo causado, pelo menos, 24 mortos e vários feridos, além da destruição de veículos.

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