“O apoio incide sobre os distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Mecufi, Metuge e Quissanga, onde famílias recebem, cada, um kit com sementes de milho, feijão e hortícolas, incluindo instrumentos de trabalho como catanas e enxadas para que possam recuperar a produção perdida”, lê-se num comunicado da FAO distribuído hoje à imprensa.

Além das famílias afetadas pelo Kenneth, que se abateu sobre Cabo Delgado em abril do ano passado, o apoio da FAO, financiado pelo Reino Unido, vai abranger famílias afetadas pelo mau tempo que tem devastado a província desde finais de dezembro.

“Com a chuva que se faz sentir na região, com destaque para o norte da província, os níveis dos rios subiram consideravelmente, danificando perto de 4 mil hectares de culturas diversas”,lê-se ainda no documento, acrescentando-se que, além do apoio material, espera-se que um total de seis mil mães destes cinco distritos beneficiem de capacitação na área de educação nutricional.

Em abril do ano passado, alguns pontos da província de Cabo Delgado foram atingidos pelo ciclone Kenneth, que causou a morte a 45 pessoas e afetou outras 250 mil.

Um mês antes da passagem do Kenneth, o centro de Moçambique foi devastado pelo ciclone Idai, que provocou mais de 600 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas no centro do país, além de destruir várias infraestruturas.

Na época chuvosa em curso em Moçambique, quase 48 mil pessoas foram afetadas pelos efeitos desde outubro um pouco por todo país, segundo dados do INGC.

Entre novembro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

No total, 714 pessoas morreram durante o período chuvoso em 2018/2019, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth.

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