“Estou satisfeito, porque contribui [através do voto] para que seja uma eleição democrática, que exprime a vontade do povo moçambicano, por isso, eu apelo para que todos venham votar, porque tem que se sentir a voz dos moçambicanos”, declarou Joaquim Chissano, falando aos jornalistas, após votar, em Maputo.

O ex-Presidente moçambicano congratulou-se com o facto de a votação estar a decorrer de forma ordeira, assinalando que esse facto demonstra o compromisso dos moçambicanos com a paz.

"Estamos a ver que há uma determinação de prosseguir pela via da paz e da reconciliação. Que continue a ser assim até à proclamação dos resultados", referiu Joaquim Chissano.

O antigo chefe de Estado moçambicano exortou os candidatos a recorrerem às instituições judiciais, em caso de discordância com algum aspeto do processo eleitoral, desencorajando a incitação à violência.

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos são hoje chamados a escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais: o atual Presidente da República, Filipe Nyusi (Frente de Libertação de Moçambique - Frelimo), que concorre a um segundo mandato; o novo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade; o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, e o candidato do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, este último com uma campanha limitada a alguns pontos de Nampula, província do Norte.

Às eleições legislativas e provinciais apresentaram-se 26 partidos, mas só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem nos 11 círculos eleitorais do território nacional, que se estende por 2.000 quilómetros, mais dois círculos da diáspora (África e resto do mundo).

PMA (LFO)

Lusa/Fim

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