Os governos de Paris,Berlim e Londres manifestaram a sua inquietação, perante a escalada da tensão entre o Irão e os Estados Unidos, apoiado pelos seus aliados na região do Golfo.

Num comunicado, divulgado em Paris no domingo 14 de Julho, dia da Festa Nacional de França ou Dia da Bastilha, depois de um encontro entre o Presidente Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e David Lidington, ministro veterano do governo britânico que representou a Primeira-ministra Theresa May nas cerimónias do dia 14 de Julho, a França, a Alemanha e o Reino Unido, sublinharam a importância do diálogo e da ponderação entre os protagonistas da actual crise entre Washington e Teerão, perante a dimensão dos riscos envolvidos.

A França, a Alemanha e o Reino Unido, reiteraram também a sua preocupação no que toca à decisão tomada pelo Irão de aumentar o nível de enriquecimento do urânio,não previsto pelo acordo sobre o nuclear iraniano, assim como a deterioração da segurança na região do Golfo.

Paris, Berlim e Londres destacaram o facto de que as sanções impostas pelos Estados Unidos à Teerão, que estrangulam a economia iraniana, podem contribuir para a inevitável anulação do Joint Comprehensive Plan of Action ( JCPOA ), acordo internacional sobre o programa nuclear do Irão, rubricado em Viena no dia 14 de Julho de 2015, e do qual a França,a Alemanha e o Reino Unido são signatários.

As três potências europeias, afirmaram que continuarão a respeitar o tratado concluído entre a comunidade internacional e o Irão, mas que tudo dependerá da vontade de Teerão em aplicar a conformidade do acordo.

Recentemente, as autoridades da República Islâmica do Irão criticaram a passividade dos europeus, perante a postura da administração Trump, e pediram o fim das actuais sanções, sem o qual, Teerão não se veria na obrigação de respeitar a letra e o espírito do JCPOA.

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