"Estas nomeações permanentes respeitam o espírito do acordo de desmilitarização assinado no ano transacto pelo Presidente Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade", refere um comunicado da embaixada norte-americana em Maputo distribuído ontem à imprensa.

A nomeação definitiva resulta de avanços nas negociações de desarmamento, desmobilização e reintegração dos guerrilheiros da Renamo.

No comunicado, os Estados Unidos da América acrescentam que permanecem empenhados em garantir que até Abril próximo haja um acordo final entre o Governo e a Renamo.

"É essencial uma adesão rigorosa a este prazo por ambas as partes para manter a assistência contínua da comunidade internacional alargada e garantir que as eleições nacionais de Outubro de 2019 possam ocorrer numa atmosfera livre da ameaça de violência renovada", refere o documento, que aponta a paz como fundamental para atrair investimentos.

No âmbito do memorando assinado em Agosto, tomaram posse o comodoro Inácio Luís Vaz e os brigadeiros Xavier António e Araújo Andeiro Maciacona, que passam a dirigir, respectivamente, os departamentos de Informações Militares, Operações e Comunicações do Estado-Maior General das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM).

Durante a tomada de posse dos novos quadros, o ministro da Defesa, Atanásio Mtumuke, exortou aos nomeados para que cumpram escrupulosamente as orientações e missões, acrescentando que não vai permitir interferências na cadeia de comando.

"Aconselhamos, ainda, para que sejam obedientes ao comando vertical que orienta as Forças Armadas de Defesa de Moçambique, que são, na sua essência, apartidárias. As Forças Armadas não vão permitir a interferência na cadeia de comando, ou seja, um comando paralelo, deixem a política com os políticos", observou o ministro da Defesa.

O actual processo negocial entre o Governo e a Renamo arrancou há pouco mais de um ano, quando Filipe Nyusi se deslocou à Gorongosa, centro do país, para uma reunião com o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que morreu em 03 de maio por complicações de saúde.

Além do desarmamento e da integração dos homens do braço armado do maior partido da oposição nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição, em Julho do ano passado.

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