Segundo um comunicado enviado hoje à imprensa, o valor vai ser entregue ao Programa Alimentar Mundial (PAM).

"O PAM irá utilizar esta contribuição para fornecer alimentos, bem como dinheiro ou pagamentos de cupões, a indivíduos e famílias afetadas por cheias e secas", refere-se no comunicado.

O financiamento é destinado a zonas afetadas por cheias e secas e pelo ciclone Idai em Sofala, no centro, e pelo Keneth, em Cabo Delgado, norte do país.

Além de assistência alimentar, no comunicado avança-se que o valor vai ser aplicado na reabilitação de terras agrícolas, construção e reparação de estradas, sistemas de irrigação, diques de controlo de cheias e hortas comunitárias.

"Mesmo com a resposta imediata, continua a existir a necessidade de ajuda humanitária direta e assistência agrícola e de infraestruturas", lê-se no comunicado.

O Governo estima que 1,6 milhões de pessoas que vivem nas áreas afetadas permanecem em crise de insegurança alimentar, prevendo que este número possa aumentar para 1,9 milhões em fevereiro de 2020.

Um total de 714 pessoas morreram e outras 2,8 milhões foram afetadas por calamidades naturais durante a época chuvosa 2018/2019, um período marcado pela passagem de dois ciclones em Moçambique.

Mais de meio milhão de pessoas ainda vivem em locais destruídos ou danificados, enquanto outras 70.000 permanecem em centros de acomodação de emergência, segundo o mais recente relatório da Organização Internacional das Migrações (OIM), redigido em julho e que alerta para a falta de condições para enfrentar a nova época chuvosa, que começa em outubro.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.